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INPC registra deflação de 0,32% em agosto impulsionado pela conta de luz e acumula 3,98% em 12 meses

Por Redação TV SDB
12/09/2026 - Atualizado às 12:10


Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11), fechou o mês de agosto com taxa de -0,32%, repetindo a menor marca mensal observada desde setembro de 2022. Com o resultado — o segundo mês consecutivo em campo negativo, após os -0,01% registrados em julho —, o indicador acumula alta de 3,98% na janela móvel de 12 meses.

Fatores Determinantes e Grupo Habitação

  • Bônus de Itaipu: O principal vetor de alívio inflacionário no mês foi o grupo Habitação, que recuou 2,17% (impacto negativo de 0,38 ponto percentual), decorrente do desconto tarifário aplicado nas contas de energia elétrica dos consumidores residenciais.

  • Comparativo anual: Em agosto de 2025, o índice também havia registrado deflação, fechando a -0,21%.

Impacto na Reposição Salarial e Benefícios Sociais

  • Massa de trabalhadores: O índice é a principal métrica utilizada em negociações sindicais e reajustes salariais de categorias profissionais ao longo do ano para preservar o poder de compra da baixa renda.

  • Piso nacional e Previdência: O acumulado de 12 meses encerrado em novembro serve de parâmetro para a correção do salário mínimo nacional (atualmente em R$ 1.621). Já o índice fechado de dezembro dita o reajuste do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos benefícios previdenciários acima do piso e das faixas do seguro-desemprego.

Diferenças Estruturais entre INPC e IPCA

  • Público-alvo: Enquanto o IPCA (que também variou -0,32% em agosto) afere o consumo de domicílios com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, o INPC restringe o acompanhamento às famílias com faixa de 1 a 5 salários mínimos.

  • Ponderação da cesta de consumo: O INPC monitora 367 subitens e atribui peso de aproximadamente 25% para o grupo de alimentação (contra cerca de 21% no IPCA), refletindo o maior comprometimento da renda das famílias mais vulneráveis com alimentação básica e menor exposição a despesas como transporte aéreo.



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