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Pároco veta uso da escadaria e 25ª Lavagem da Madeleine é transferida para praça pública em Paris

Por Redação TV SDB
12/09/2026 - Atualizado às 12:06


Imagem: Ulysses Venturin/Lavagem de Madeleine

A 25ª edição da tradicional Lavagem da Madeleine, marcada para este domingo (13) em Paris, teve o rito de lavagem de suas escadarias vetado pelo pároco do templo católico, o monsenhor Patrick Chauvet. Em resposta à negativa, a celebração afro-brasileira foi transferida para o espaço público em frente à igreja, onde a organização estima reunir cerca de 60 mil pessoas para as manifestações religiosas, cortejo de rua e shows musicais.

Veto Institucional e Mobilização

  • Restrição da igreja: O monsenhor Patrick Chauvet comunicou que não permitiria o acesso às escadarias em 2026, diferentemente do que ocorreu em edições anteriores; a comissão organizadora lamentou a decisão, reafirmou disposição para o diálogo e convocou artistas e movimentos sociais em defesa da liberdade religiosa e da diversidade cultural.

  • Cortejo de rua: A concentração do público acontece na Place de la République, de onde partirá o desfile com alas de baianas, grupos de capoeira, maracatu e samba em direção à igreja.

Programação Artística e Trio Elétrico

  • Atrações principais: A cantora baiana Mariene de Castro será a atração principal da festa, dividindo o comando do trio elétrico com o multiartista e idealizador do evento, Robertinho Chaves.

  • Participações confirmadas: A programação conta com o cantor Jau, a artista franco-brasileira Gildaa e a cantora Lorena Pires (da Academia de Ópera Nacional de Paris), que interpretará a oração da "Ave Maria".

Patrimônio Imaterial e Relevância Global

  • Reconhecimento oficial: Inspirada na Lavagem do Bonfim de Salvador, a celebração integra o calendário cultural oficial da França e foi reconhecida em 2022 como patrimônio imaterial pelo Ministério da Cultura francês.

  • Rota dos Escravizados da Unesco: O festival compõe o roteiro cultural da Unesco de preservação da memória histórica sobre o impacto da escravidão.

  • Histórico ecumênico: Unindo elementos do catolicismo e das religiões de matriz africana, o evento em Paris já reuniu apresentações históricas de nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Carlinhos Brown e Olodum, tendo homenageado Preta Gil na edição de 2025.



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