Um relatório divulgado pelo Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago aponta que o calor extremo causado pelo Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil, concentradas prioritariamente nas regiões Norte e Nordeste. O estudo estima que o fenômeno pode causar mais de 450 mil vítimas adicionais em todo o mundo, servindo como um alerta para os padrões de temperatura previstos com o avanço das mudanças climáticas.
Impacto no Brasil e no Continente Americano
Liderança na América Latina: O Brasil desponta como a nação mais afetada da América Latina devido ao aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico.
Projeções nas Américas: Atrás do Brasil, os Estados Unidos registram a maior estimativa de óbitos adicionais do continente (3,5 mil), seguidos por Venezuela (2,3 mil) e Colômbia (2,2 mil).
Posição global: No ranking mundial de vulnerabilidade e mortalidade projetada, o Brasil é antecedido apenas por Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria.
Projeções Globais por Região
África e Faixa do Sahel: O continente africano soma 67 mil mortes estimadas. A Nigéria concentra a maior parte do impacto, com 31,4 mil vítimas, seguida por Sudão (17,5 mil), Níger (10 mil) e Chade (8 mil).
Ásia e Sudeste Asiático: A Índia pode enfrentar 15,8 mil mortes adicionais, enquanto a soma de vítimas em países do Sudeste Asiático (Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja) chega a 19,4 mil.
Metodologia e Medidas de Prevenção
"Cartão-postal do futuro": Os cientistas destacam que as temperaturas do Super El Niño antecipam a nova normalidade climática esperada para as próximas décadas, exigindo planejamento estrutural permanente.
Ações imediatas de mitigação: O relatório recomenda a adoção de alertas de calor, instalação de centros de resfriamento, abertura de pontos públicos de hidratação e protocolos de proteção a trabalhadores expostos e populações vulneráveis.
Base de dados: Os cálculos utilizaram modelos históricos de correlação entre variação de temperatura e mortalidade local, ajustados conforme a capacidade de adaptação e os níveis de vulnerabilidade socioeconômica de cada país.
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