Situada em um platô a 1.268 metros de altitude, entre as Serras da Tromba e de Santana, Piatã destaca-se como o município mais alto e frio da Bahia e de toda a Região Nordeste. O clima tropical de altitude, caracterizado pela formação de neblinas e baixas temperaturas na madrugada, cria condições ideais para a cafeicultura de excelência, projetando a cidade como um polo de cafés especiais internacionalmente premiados.
Denominação de Origem e Manejo Diferenciado
Certificação do INPI: Em 2024, o café da Chapada Diamantina recebeu a Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem (DO), o primeiro reconhecimento desse tipo na Bahia, abrangendo Piatã e outros 23 municípios da região.
Técnicas de terreiro: O manejo tradicional emprega terreiros de secagem cobertos, que protegem os grãos das chuvas sem bloquear a circulação de ar. O processo confere à bebida um perfil encorpado com notas sensoriais características de chocolate e nozes.
Reconhecimento no Concurso Cup of Excellence
Liderança no ranking nacional: A produção de Piatã dominou as primeiras posições da edição brasileira de 2022 da Alliance For Coffee Excellence (ACE), conquistando o 1º lugar com a Fazenda Tijuco (produtor Antônio Rigno, 91,41 pontos) e o 2º lugar com o Sítio Bonilha (produtor Maridalton Santana, 90,59 pontos).
Predomínio regional: Das dez amostras mais bem pontuadas no certame nacional, seis eram originárias da Chapada Diamantina, com destaque para o cultivo de variedades arábicas como Catuaí e Catucaí.
Entorno Ambiental e Ponto Culminante do Nordeste
Pico do Barbado: A região abriga o ponto mais alto do Nordeste brasileiro, o Pico do Barbado, que atinge 2.033 metros de altitude.
Preservação ecológica: O pico integra a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Barbado — unidade de conservação de 63.652 hectares distribuída entre Piatã, Abaíra, Érico Cardoso, Jussiape, Rio de Contas e Rio do Pires.
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