Os países integrantes do grupo "Escudo das Américas" assinaram nesta terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), um acordo multinacional articulado pelo governo de Donald Trump para classificar 24 organizações narcotraficantes transnacionais como ameaças à segurança regional. A lista de alvos para a aplicação de sanções coordenadas inclui as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Diretrizes do Acordo e Estratégia dos EUA Mecanismos da OEA: A proposta prevê a utilização de instrumentos de reciprocidade do sistema da Organização dos Estados Americanos (OEA) para viabilizar sanções financeiras e operacionais contra as organizações listadas. Uso de força militar e "Doutrina Donroe": Em discurso na Assembleia Geral, Trump comparou os cartéis latino-americanos ao Estado Islâmico e defendeu o emprego do poder militar dos EUA no combate ao narcotráfico, em uma abordagem que seu governo conceitua como "Doutrina Donroe". Posicionamento do Brasil e Contexto Diplomático Não adesão do Brasil: O governo brasileiro não faz parte da coalizão do "Escudo das Américas", criada como um bloco de cooperação de segurança sob liderança de Washington. Contestação do governo e discurso de Lula: O plano surge em meio ao aumento da pressão da administração norte-americana sobre o Brasil por suposta insuficiência no combate às facções. O Ministério das Relações Exteriores rebateu os relatórios de Washington, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na ONU o multilateralismo e a não ingerência internacional, afirmando que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém".
Rádio ao vivo