Movimentos sociais e entidades populares realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas e manifestações em mais de 50 cidades distribuídas por todas as regiões do país. Sob o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos coincidiram com o feriado da Independência para cobrar avanços em políticas públicas essenciais e visibilidade para as populações em situação de vulnerabilidade.
Pautas Centrais e Reivindicações Coletivas
Direitos fundamentais e trabalho: As manifestações defenderam o acesso à moradia digna, aceleração da reforma agrária, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), educação pública de qualidade e o fim da escala de trabalho 6x1.
Enfrentamento a violências e discriminações: Os atos destacaram a luta contra o feminicídio, o racismo estrutural, a LGBTfobia e a violência policial nas periferias e centros urbanos.
Atos em São Paulo e no Rio de Janeiro
São Paulo (SP): A marcha percorreu o centro histórico e encerrou com uma missa na Catedral da Sé dedicada à população em situação de rua, antecedida por um café da manhã comunitário. Lideranças enfatizaram a defesa da democracia, o enfrentamento à letalidade policial e o combate ao déficit habitacional.
Rio de Janeiro (RJ): A passeata ocupou a Avenida Presidente Vargas após o desfile militar oficial, integrando intervenções cênicas da Escola de Teatro Popular — inspiradas no método do Teatro do Oprimido de Augusto Boal — sobre soberania e democracia. Uma tentativa de hostilização por um grupo de 15 pessoas foi contida pela Polícia Militar sem registros de confronto.
Agenda Ambiental e Carta Ecológica em Brasília
Carta de compromisso socioambiental: Em Brasília, o Núcleo de Ecologia Integral apresentou um documento direcionado a candidatos das eleições gerais de 2026, cobrando compromissos pós-pleito divididos em quatro eixos: políticas fundiárias e agrícolas, gestão urbana e de resíduos no DF e Entorno, justiça climática e proteção das nascentes da Estação Ecológica de Águas Emendadas.
Desafios de mobilização: Ativistas indígenas e pesquisadores destacaram o papel histórico do evento em dar voz a grupos marginalizados, alertando para os desafios logísticos e de financiamento que impactam a presença de populações vulneráveis nos debates públicos.
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