O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) libera, a partir desta segunda-feira (7), o acesso em sua loja virtual à série de mapas-múndi elaborados entre 2024 e 2026. A versão mais recente incorpora a projeção Equal Earth, chancelada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para garantir uma representação proporcional e fidedigna das massas continentais. Votação e Chancelas Internacionais na ONU Aprovação ampla: A deliberação na ONU contou com 164 votos favoráveis à adoção da projeção Equal Earth, registrando seis abstenções e apenas um voto contrário, manifestado pelos Estados Unidos. Articulação da União Africana: A revisão dos padrões cartográficos foi capitaneada pela União Africana (UA), visando reparar disparidades históricas na representação territorial dos países do Sul Global. Superação Histórica da Projeção de Mercator Crítica ao modelo colonial: O novo formato contrapõe a projeção de Gerardus Mercator (século XVI) que, desenhada sob a lógica da navegação europeia, superdimensiona territórios do Hemisfério Norte (como América do Norte e Groenlândia) em detrimento das dimensões reais da África e da América do Sul. Fidelidade dimensional: A malha Equal Earth corrige distorções de escala, apresentando as proporções relativas das massas terrestres de forma condizente com suas áreas territoriais reais. Diretrizes Institucionais do IBGE Lançamento temático: A disponibilização dos mapas ocorre no feriado de 7 de Setembro no portal do instituto. Justiça cartográfica: Segundo Maria do Carmo Bueno, diretora de Geociências do IBGE, a decisão da ONU legitima a postura técnica do órgão em adotar modelos cartográficos inovadores que promovam equidade e equilíbrio na representação geográfica do planeta.
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