Trabalhadores sonham com mais tempo para a família, lazer e descanso. Pauta domina as manifestações do Dia do Trabalhador e movimenta projetos na Câmara dos Deputados e no governo federal.
Mais tempo com a família, espaço para resolver as obrigações de casa, passear ou até mesmo ter a possibilidade de fazer pequenas viagens de fim de semana. Esses são os principais desejos dos brasileiros que hoje encaram a exaustiva escala de seis dias de trabalho para apenas um dia de descanso — a chamada jornada 6x1.
A insatisfação com esse modelo ganhou tanta tração que o fim da escala 6x1 se tornou a principal bandeira das manifestações neste feriado de 1º de Maio. A pauta também se consolidou como uma das maiores apostas do governo federal na agenda trabalhista atual.
O que está em jogo no Congresso?
Para que o fim da jornada 6x1 se torne realidade, a mudança precisa ser aprovada no Congresso Nacional, onde o debate já está em andamento. Há expectativa de avanço nas próximas semanas através de três frentes principais.
Confira o que dizem as propostas em tramitação:
PEC 221/19 (Deputado Reginaldo Lopes - PT-MG): Propõe a redução da jornada máxima legal das atuais 44 horas para 36 horas semanais. O texto prevê que essa adaptação no mercado de trabalho ocorra de forma gradual, com uma transição ao longo de dez anos.
PEC 8/25 (Deputada Erika Hilton - PSOL-SP): Apensada à proposta anterior, esta medida sugere uma mudança mais profunda na rotina, estabelecendo uma escala de quatro dias de trabalho por semana, mantendo o limite de 36 horas semanais no período.
Projeto de Lei do Governo Federal: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um Projeto de Lei (PL) focado especificamente em acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O grande diferencial desta proposta é a urgência constitucional: com esse regime, a Câmara dos Deputados tem um prazo de até 45 dias para votar o texto, sob pena de trancar a pauta de votações do plenário.
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