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Gilmar Mendes propõe alteração no regimento do STF para proibir policiais e delegados como assessores de ministros

Por Redação TV SDB
06/09/2026 - Atualizado às 12:31


Imagem: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), formalizou uma proposta de emenda ao Regimento Interno da Corte para proibir que militares, policiais e delegados atuem no assessoramento jurídico ou na instrução processual dentro dos gabinetes dos magistrados. A medida foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, e visa restabelecer a separação institucional entre as atribuições da autoridade policial e as decisões jurisdicionais do tribunal.

Detalhes da Mudança Regimental

  • Restrição de funções: O texto prevê que policiais e militares cedidos ao STF atuem exclusivamente em tarefas de segurança pessoal e patrimonial, ficando expressamente vedada a participação em instrução de inquéritos, processos ou assessoramento direto.

  • Devolução aos órgãos de origem: Caso a proposta seja aprovada pelo plenário, caberá à Presidência do STF determinar o retorno imediato aos respectivos órgãos e corporações de todos os agentes que hoje desempenham funções de assessoramento na Corte.

Motivação Institucional e Atuação da PF

  • Preservação de competências: Para Gilmar Mendes, a presença de policiais formulando atos nos gabinetes transfere indevidamente a condução e a estratégia de inquéritos para o Judiciário, suprimindo a exclusividade investigatória da autoridade policial.

  • Tentativa de desmobilização: A iniciativa alinha-se a movimentações prévias do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que já tentava articular o retorno de delegados cedidos ao tribunal.

Escalada da Crise nos Gabinetes

  • Estrutura sob questionamento: Atualmente, tanto Alexandre de Moraes quanto André Mendonça contam com dois delegados da PF alocados em suas equipes de assessoria.

  • Caso Banco Master: O impasse se aprofundou após Mendonça retirar o sigilo de relatório da PF contendo mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citavam contato com Moraes e mencionavam contrato de R$ 131 milhões com o escritório de sua esposa, Viviane Barci.

  • Representação cruzada: Em reação, Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suposto desvio de finalidade nas apurações das fraudes do Master e do INSS, embasando o pedido em documento de inteligência da corporação classificado internamente como prospectivo e sem valor probatório.



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