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Câmara aprova projeto que reduz tempo de atividade para aposentadoria integral de policiais militares e bombeiros

Por Redação TV SDB
04/09/2026 - Atualizado às 13:45


Imagem: Agência Brasília/Wander Vieira

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que diminui a exigência de tempo mínimo de serviço estritamente militar para a concessão de aposentadoria com remuneração integral a policiais militares e bombeiros. Apoiada por bancadas governistas e de oposição — com voto contrário apenas do partido Novo —, a matéria segue para apreciação no Senado Federal.

Novas Regras de Transição e Gênero

  • Regra anterior: Exigia 35 anos de contribuição total, dos quais ao menos 30 anos precisavam ser cumpridos em funções operacionais de natureza militar.

  • Critério para homens: Mantém o total de 35 anos de serviço, mas reduz o tempo mínimo em atividade militar para 25 anos.

  • Critério para mulheres: Estabelece requisito de 32 anos de serviço total, com piso reduzido para 22 anos em atividade estritamente militar (diferenciação incluída no parecer do relator, deputado Cabo Gilberto Silva).

Articulação Política e Justificativas

  • Autoria e relatoria: Originada de projeto apresentado pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP), a proposta foi fundamentada na necessidade de mitigar desgastes físicos e problemas de saúde mental decorrentes da periculosidade da carreira na segurança pública.

  • Convergência parlamentar: Lideranças partidárias de diferentes espectros defenderam o texto como medida de valorização aos profissionais de segurança, apesar das resistências apontadas no meio fiscal.

Preocupações Fiscais e Risco de Judicialização

  • Impacto nos estados: Especialistas, como o ex-presidente do INSS Leonardo Rolim, alertam que a medida provocará despesas elevadas nos regimes próprios dos estados sem fixar compensações financeiras, criando margem para questionamentos de constitucionalidade e disputas judiciais pelos governadores.

  • Contraponto da relatoria: Defensores do projeto afirmam que a proposta possui caráter regulamentar e sustentam que os estados possuem capacidade financeira para suportar os pagamentos decorrentes do histórico de contribuição dos militares.



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