As Forças Armadas dos Estados Unidos e o Irã protagonizaram nesta quarta-feira (2) a maior troca direta de ataques militares desde julho. A ofensiva começou com bombardeios aéreos conduzidos pelo Comando Central dos EUA (Centcom) na costa sul iraniana, respondida por Teerã com o lançamento de mísseis e drones contra bases e instalações associadas aos norte-americanos em vários países da região.
Ataques e Retaliações Cruzadas
Ofensiva dos EUA: Alvos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica foram bombardeados próximo ao Estreito de Ormuz, atingindo sistemas de defesa antiaérea, radares, centros de comunicação e meios navais de posicionamento de minas marítimas.
Contra-ataque iraniano: Teerã disparou mísseis e drones em direção a instalações militares dos EUA no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Jordânia, Iraque (Erbil) e Barein. A Jordânia interceptou 10 de 13 mísseis lançados, enquanto o Barein neutralizou drones em seu espaço aéreo.
Alegações de baixas: Enquanto a Guarda Revolucionária declarou ter causado mortes de tropas americanas na região, autoridades dos EUA e da Jordânia informaram preliminarmente que não houve baixas militares.
Denúncias de Vítimas Civis e Tensão Marítima
Ataque em Sirik: Autoridades iranianas acusaram forças norte-americanas de atingirem uma residência onde ocorria uma festa de casamento na cidade costeira de Sirik, provocando a morte de civis, incluindo crianças, e dezenas de feridos. Os Estados Unidos não se pronunciaram sobre o episódio.
Rotas de navegação: O comando militar do Irã afirmou que dois petroleiros colidiram com minas marítimas ao tentar cruzar o canal fechado no Estreito de Ormuz.
Reflexos Econômicos Globais A escalada do conflito provocou fortes quedas nas bolsas de valores da Europa e da Ásia, além de acelerar a alta nas cotações internacionais do barril de petróleo devido aos riscos de desabastecimento global de energia e pressões inflacionárias.
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