Entidades representativas do setor da construção civil na Bahia divulgaram uma carta aberta aos senadores baianos Jaques Wagner, Otto Alencar e Ângelo Coronel manifestando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a extinção da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O segmento argumenta que a alteração por via constitucional, sem o avanço prévio da produtividade no país, elevará custos operacionais e comprometerá a estabilidade dos empregos.
Custos e inflação: O aumento nos gastos com folha de pagamento deve encarecer o valor final de obras e imóveis.
Pressão sobre PMEs: Micro e pequenas empresas, que já operam com margens reduzidas, enfrentam maior risco de fechamento ou migração para a informalidade.
Mercado de trabalho: A inviabilidade financeira de contratar novos trabalhadores pode provocar demissões e redução de operações em vez de gerar novas vagas.
Negociações sindicais: A imposição constitucional engessa as relações de trabalho e enfraquece o papel das convenções e acordos coletivos diretos.
Renda e qualidade de vida: A alta no custo de vida pode levar o trabalhador a buscar atividades informais complementares, neutralizando o objetivo do descanso adicional.
No documento, as entidades pedem que o Congresso adote responsabilidade técnica e desvincule a análise do projeto do calendário eleitoral. O manifesto defende que eventuais modernizações trabalhistas sejam implementadas de maneira gradual e sustentada pelo crescimento econômico real.
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