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Nepal recua, aceita ajuda internacional após tragédia por colapso de geleira e mortes sobem para 676

Por Redação TV SDB
30/08/2026 - Atualizado às 01:15


Imagem: Niranjan Shrestha/AP

O governo do Nepal voltou atrás na decisão inicial de rejeitar apoio externo e passou a aceitar cooperação internacional para reforçar os trabalhos de busca e salvamento após o rompimento de uma geleira na região do Himalaia. O balanço atualizado neste sábado (29) confirmou 676 mortes (669 no território nepalês e sete no Tibete chinês), enquanto cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas e aproximadamente 93 mil foram diretamente afetadas pela enxurrada de gelo, lama e detritos.


Mobilização internacional e resgate em usina hidrelétrica


  • Reversão da postura nepalesa: Horas após dispensar contingentes externos, o governo solicitou apoio técnico internacional direcionado para perícia forense, identificação de corpos, exames de DNA e operações complexas em ambientes subterrâneos.

  • Resgate crítico em túnel: As equipes concentram esforços para alcançar o túnel de uma usina hidrelétrica onde cerca de 100 trabalhadores continuam presos e isolados pelas cheias.

  • Envio de apoio vizinho: Equipes especializadas da Índia já integram as buscas e o país enviou 60 toneladas de mantimentos, medicamentos, cobertores e pontes pré-fabricadas, enquanto um grupo de socorristas da China é aguardado na fronteira.


Vítimas, estrangeiros e protocolos periciais


  • Quadro de desaparecidos: Estão desaparecidas 2.426 pessoas no Nepal e 554 no Tibete chinês — contingente composto por residentes locais, turistas, peregrinos e operários, dos quais pelo menos 540 são estrangeiros.

  • Coleta de DNA antes de sepultamentos: Em razão do estado de decomposição de parte dos corpos resgatados, o distrito de Chitwan e a administração médica em Katmandu iniciaram a coleta sistemática de amostras genéticas antes dos enterros para garantir a futura identificação e mitigar riscos sanitários.


Monitoramento de novos riscos e impacto econômico


  • Perigo de novos transbordamentos: Autoridades nepalesas e chinesas monitoram dois lagos glaciais represados pelos detritos da avalanche; um deles começou a verter água lentamente, mas o risco de novo colapso hidrológico permanece até o esvaziamento completo.

  • Estimativa de reconstrução: O Ministério das Finanças do Nepal projetou que o custo para a reconstrução de estradas, pontes, escolas, hospitais e usinas hidrelétricas destruídas ficará entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões).



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