O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (28) cotado a R$ 5,196 (+0,62%), impulsionado pela postura mais rígida (hawkish) do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, que reforçou as apostas de aperto monetário nos Estados Unidos. Em contrapartida, a B3 descolou do pessimismo das bolsas internacionais e garantiu a oitava alta consecutiva do Ibovespa, apoiada em dados mais fracos do mercado de trabalho doméstico que reforçam a expectativa de corte da taxa Selic.
Cotação e volatilidade: O dólar à vista oscilou entre a mínima de R$ 5,158 e a máxima de R$ 5,23 (+1,30%), fechando a semana com valorização de 1,06%, mas acumulando queda de 5,34% no ano de 2026. O índice DXY avançou 0,57%, aos 99,668 pontos.
Sinalização em Jackson Hole: Kevin Warsh indicou que o Fed poderá elevar os juros norte-americanos (atualmente na faixa de 3,50% a 3,75%) na reunião de setembro caso a inflação subjacente não convirja com segurança e rapidez para a meta de 2%.
Reação dos Treasuries: Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA dispararam, com o papel de dois anos subindo mais de 0,1 ponto percentual e atingindo taxa de 4,35%.
Desaceleração do emprego: O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação líquida de 58.568 vagas formais em julho, resultado abaixo das projeções do mercado financeiro.
Flexibilização monetária: O arrefecimento nos dados de emprego fortaleceu as apostas de que o Banco Central iniciará o afrouxamento da Taxa Selic (atualmente em 14% ao ano) em setembro, com projeção predominante de corte de 0,25 ponto percentual (para 13,75%) e nova redução em novembro.
Fechamento do índice: O Ibovespa avançou 0,30%, encerrando aos 175.664,62 pontos após oscilar acima dos 176 mil pontos na abertura. O índice acumulou ganhos de 2,71% na semana e avança 9,02% no ano, apesar do recuo de 1,31% no mês de agosto.
Capital estrangeiro: A bolsa brasileira registrou entrada líquida de R$ 1,3 bilhão nos quatro pregões anteriores, embora o saldo mensal de investidores não residentes em agosto permaneça negativo em R$ 18,7 bilhões.
Pressão nos mercados acionários: Em Nova York, o receio de juros mais altos drenou a liquidez dos ativos de risco, com o Dow Jones recuando 0,02% (53.559,99 pontos), o S&P 500 caindo 0,25% (7.711,73 pontos) e o índice tecnológico Nasdaq registrando a maior perda, com retração de 0,52% (26.402,42 pontos).
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