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Nepal recusa ajuda internacional de resgate após enchentes com quase 600 mortos na fronteira com a China

Por Redação TV SDB
28/08/2026 - Atualizado às 14:48


Imagem: ANI VIA REUTERS

O governo do Nepal comunicou nesta sexta-feira (28) que não aceitará equipes estrangeiras de busca e salvamento para atuar nas áreas atingidas pelas enchentes repentinas da última quarta-feira (26). A catástrofe destruiu cidades inteiras, danificou usinas hidrelétricas e deixou ao menos 579 mortos no distrito de Rasuwa, na divisa com a Região Autônoma do Tibete. Apesar das ofertas de cooperação de múltiplos países com cidadãos desaparecidos, as autoridades nepalesas declararam capacidade técnica suficiente para conduzir os resgates com meios próprios.

Posicionamento do governo e pedidos de cooperação internacional

  • Gestão com forças nacionais: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Nepal, Lok Bahadur Chhetri, afirmou que as agências de segurança locais estão operando plenamente nas áreas atingidas e que, no momento, o envio de equipes estrangeiras foi dispensado.

  • Países com ofertas pendentes: Segundo o jornal Kathmandu Post, governos de Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh formalizaram pedidos para mobilizar especialistas de busca e salvamento na região.

Vítimas estrangeiras e mobilização da Coreia do Sul

  • Trabalhadores atingidos: O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano confirmou o desaparecimento de 9 operários do país que atuavam em uma usina hidrelétrica local, além de outros 10 cidadãos mantidos isolados pelo desastre.

  • Auxílio financeiro e negociações: O governo sul-coreano destinou US$ 1 milhão em assistência humanitária por meio de organismos internacionais e mantém tratativas bilaterais com o Nepal para viabilizar a entrada de agentes de apoio.

Sensibilidade fronteiriça com o Tibete e atuação da China

  • Cenário geopolítico: Diplomatas e analistas regionais — como o ex-embaixador nepalês na ONU Dinesh Bhattarai — apontam que a cautela do Nepal em autorizar tropas ou equipes externas decorre da extrema sensibilidade territorial da fronteira do distrito de Rasuwa com o Tibete chinês, embora o governo nepalês negue influência de Pequim na decisão.

  • Visita de autoridade chinesa: O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, visitou o posto fronteiriço de Gyirong (no lado tibetano) e determinou esforço contínuo nas buscas e coordenação de emergência para identificação de vítimas e estrangeiros atingidos pelo desastre no vale do Himalaia.



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