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CMN amplia prazo do Move Brasil para 84 meses e eleva teto de veículos financiados para R$ 200 mil

Por Redação TV SDB
28/08/2026 - Atualizado às 14:14


Imagem: Maksim Goncharenok/Pexels

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária na quinta-feira (27), a flexibilização das regras de crédito do programa Move Brasil, voltado à aquisição de automóveis novos para o transporte individual de passageiros. A medida amplia o prazo de parcelamento, eleva o valor máximo dos veículos contemplados e busca destravar a adesão de taxistas, frotistas cooperados e motoristas de aplicativo.

Novas condições financeiras e ampliação de cobertura

  • Extensão de prazos e valores: O limite de financiamento passou de 72 para até 84 meses (7 anos), enquanto o teto do preço do automóvel subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil. Permanece mantida a carência de até seis meses para o pagamento do principal.

  • Alcance de mercado: Segundo dados do Ministério da Fazenda baseados nos emplacamentos de 2025, o novo teto adiciona 486 mil unidades à base potencial do programa, elevando a cobertura de 63% para cerca de 88% do mercado de veículos leves, viabilizando o acesso a modelos de categorias de maior conforto.

Critérios de elegibilidade e etapas de adesão

  • Motoristas de aplicativo: Exige-se vínculo ativo de, no mínimo, 12 meses na plataforma e histórico de ao menos 100 viagens realizadas em uma mesma empresa (não sendo permitida a soma de corridas entre aplicativos concorrentes).

  • Taxistas e cooperativas: Necessária a comprovação de licença e registro ativos nos órgãos de trânsito competentes, além de situação fiscal regularizada.

  • Fluxo de contratação: O interessado deve submeter a documentação pela plataforma digital gov.br/movebrasil para triagem em até cinco dias úteis; após a validação prévia, o motorista busca a aprovação final do crédito diretamente em concessionárias ou instituições financeiras habilitadas.

Adesão do sistema financeiro

  • Engajamento bancário: O Ministério da Fazenda destacou que a operação tem sido sustentada predominantemente por bancos públicos, enquanto as instituições financeiras privadas apresentam menor volume de contratações, motivando interlocuções do governo para ampliar a oferta de crédito sob as garantias federais do programa.



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