Diante do aumento na frequência e intensidade de extremos climáticos impulsionados pelo aquecimento global, especialistas em conservação defendem a transição do planejamento urbano convencional para o modelo de "bacia-esponja". A proposta expande o conceito de "cidade-esponja" — difundido nos anos 2000 pelo arquiteto chinês Yu Kongjian — para a totalidade da bacia hidrográfica, utilizando Soluções baseadas na Natureza (SbN) para absorver, desacelerar e reter a água da chuva ao longo de todo o curso hídrico.
Bacia como unidade de planejamento:
Retardamento do fluxo hídrico:
Preservação e reflorestamento: As intervenções prioritárias incluem a proteção das nascentes nas cotas mais elevadas e a recomposição florestal das matas ciliares para restabelecer a permeabilidade do solo e a conectividade ecológica.
Complementaridade urbana: O manejo na bacia não substitui obras nas cidades, onde se faz necessária a criação de infraestruturas como jardins de chuva, praças úmidas e parques lineares urbanos para armazenar temporariamente a água e permitir seu retorno gradual ao fluxo natural.
Customização regional: Embora o modelo apresente resultados positivos internacionalmente, as especialistas reforçam que as intervenções não devem ser cópias genéricas de projetos externos, mas cocriadas com base no conhecimento local e nas especificidades geomorfológicas de cada região.
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