A prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio (PSB), relatou ter sofrido um ataque a tiros na tarde da última terça-feira (21), enquanto transitava pela rodovia BA-152. O atentado ocorreu no trecho que liga a sede do município ao distrito de Itanajé, nas proximidades da comunidade de Tabuleiro.
Apesar da gravidade dos disparos efetuados contra o veículo em movimento, a gestora e os demais ocupantes não foram feridos.
De acordo com relatos publicados pela prefeita em suas redes sociais, o carro oficial foi abordado por uma motocicleta. Ao se aproximar, o condutor (ou carona) disparou contra o automóvel e fugiu em seguida. Joanina seguia para uma visita de rotina à zona rural no momento da emboscada.
Imediatamente após o ocorrido, a 46ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi acionada e realizou a escolta da prefeita até a Delegacia Territorial.
Investigação: A Polícia Civil já instaurou um inquérito, expediu guias periciais para o veículo e iniciou a oitivas de testemunhas.
Buscas: O policiamento foi intensificado em estradas vicinais e pontos estratégicos de Livramento para tentar localizar os suspeitos.
Perícia: O carro passará por uma análise técnica minuciosa para identificar o calibre da arma utilizada e a trajetória dos projéteis.
O atentado provocou uma reação em cadeia de instituições políticas:
União dos Municípios da Bahia (UPB): A entidade, da qual Joanina é diretora, manifestou solidariedade e cobrou rigor máximo na apuração. "Repudiamos este grave episódio e confiamos que as forças de segurança identificarão os responsáveis rapidamente", diz a nota.
PSB da Bahia: O partido da prefeita classificou o ato como "inaceitável" e um ataque aos princípios democráticos e ao livre exercício da atividade política.
Em seu pronunciamento, Joanina Sampaio afirmou manter a calma e confiar no trabalho das autoridades. "Registrei o boletim de ocorrência e o veículo já foi encaminhado para perícia. Confio plenamente na apuração dos fatos", declarou a gestora.
A Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre possíveis motivações — se o crime possui cunho político ou se trata de uma tentativa de assalto — e mantém as diligências em sigilo para não comprometer o caso.
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