Representantes do Consórcio Nordeste — bloco que reúne os nove estados da região — participam da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, com o objetivo de captar recursos internacionais para a preservação do bioma Caatinga. A comitiva cumpre agendas bilaterais e técnicas junto a bancos multilaterais e entidades financeiras globais, focando em segurança hídrica, bioeconomia e transição energética.
Instrumentos de captação e planejamento regional
Fundo Caatinga: Estruturado pelos governos estaduais como plataforma centralizadora de recursos internacionais e multilaterais, o mecanismo busca reduzir custos de transação e dar escala aos investimentos socioambientais no semiárido.
Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE): Integra proteção ambiental, inovação tecnológica, inclusão social e competitividade econômica por meio de infraestruturas de convivência com a seca, como cisternas, barragens subterrâneas, sistemas de reuso e dessalinização descentralizada.
Articulação institucional: A delegação realizou painéis no Pavilhão Brasil em cooperação com o Banco Mundial, o Mecanismo Global das Nações Unidas, o BNDES, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste (BNB).
Eixos prioritários apresentados aos organismos multilaterais
Segurança hídrica e adaptação climática: Projetos com custo por beneficiário mensurável que incluem a instalação de poços solares, unidades descentralizadas de dessalinização, conservação de bacias hidrográficas e alinhamento às metas de neutralidade da degradação da terra.
Transição energética e indústria verde: Destaque para os complexos de hidrogênio verde e combustíveis renováveis já em desenvolvimento nos polos industriais e portuários de Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE).
Restauração ecológica e bioeconomia: Implantação de viveiros florestais de grande porte e fortalecimento das cadeias produtivas vinculadas à agricultura familiar.
Metodologia do recaatingamento
Manejo comunitário: A agenda na cúpula prevê a apresentação do recaatingamento como tecnologia social de convivência com o semiárido, utilizando o conhecimento tradicional das populações locais para regenerar áreas degradadas e preservar a biodiversidade nativa.
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