Em entrevista, presidente dos EUA afirma que país persa está acuado, celebra o controle do Estreito de Ormuz e diz que forças armadas americanas estão prontas para atacar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (21) que espera firmar um "ótimo acordo" com o Irã. Em entrevista à emissora norte-americana CNBC, Trump adotou um tom duro, reivindicou a vitória no conflito e deixou claro que não pretende prorrogar o prazo do atual cessar-fogo.
Com uma nova rodada de negociações marcada para acontecer no Paquistão, o mandatário avalia que o governo em Teerã está sem alternativas a não ser enviar representantes para conversar. "Não vou me deixar pressionar, quero fazer um bom acordo. Nós vencemos completamente a guerra, nós derrotamos totalmente o Irã", declarou.
Ameaça militar e bloqueios
Apesar de declarar o país persa como derrotado, Trump manteve a ameaça de uma ofensiva no radar. Ele garantiu que as Forças Armadas dos EUA estão "prontas para entrar no Irã militarmente" se for necessário.
Na avaliação do republicano, a posição americana nas negociações é forte e a estratégia de pressão tem sido um "tremendo sucesso". Ele destacou alguns pontos dessa ofensiva:
Controle marítimo: Trump afirma que os EUA controlam totalmente o Estreito de Ormuz e impuseram um bloqueio eficiente aos portos iranianos.
Movimentação suspeita: O presidente alegou que o Irã estaria tentando usar o atual período de cessar-fogo para remanejar seus mísseis.
Infraestrutura: Ele alertou que possíveis novos ataques à infraestrutura iraniana podem prejudicar ainda mais a capacidade militar de Teerã.
Atrito envolvendo a China
Durante a entrevista, Trump também revelou um episódio que envolve Pequim. Ele afirmou que, na segunda-feira (20), forças americanas interceptaram um navio iraniano carregado com "presentes" da China. A situação gerou insatisfação: "Eu pensava que tinha um entendimento com o presidente da China, Xi Jinping", lamentou.
Mudança de regime e reconstrução
Para Trump, o Irã precisa passar a usar "a razão e o bom senso" nas negociações. Ele indicou que considera todo o cenário atual como uma espécie de "mudança de regime", afirmando que o país tem a oportunidade de se tornar legítimo novamente e se reerguer.
No entanto, o presidente americano deixou um alerta sobre o nível de destruição e isolamento enfrentado pelo país rival: "Se saíssemos do Irã agora, a reconstrução levaria 20 anos".
Rádio ao vivo