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Unicef cobra foco em prevenção à violência infantil nos planos de governo de candidatos à Presidência

Por Redação TV SDB
25/08/2026 - Atualizado às 15:46


O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou uma análise técnica sobre as propostas de cinco candidaturas à Presidência da República, cobrando maior prioridade para políticas estruturadas de prevenção à violência infantojuvenil. Embora as principais plataformas eleitorais apresentem medidas voltadas ao setor, o órgão apontou que a maior parte dos programas prioriza respostas punitivas e repressivas em detrimento de ações sociais integradas de proteção antes da ocorrência do dano.

Recomendações e políticas de prevenção

  • Parentalidade protetiva: O estudo orienta a inclusão de diretrizes de cuidado e proteção parental nas políticas públicas já existentes de assistência social e primeira infância, com capacitação de agentes públicos que atuam diretamente com as famílias para orientar sobre práticas educativas não violentas.

  • Articulação intersetorial: A entidade defende a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes que una segurança pública, educação, saúde, geração de renda e assistência para reduzir os fatores de vulnerabilidade social.

Diagnóstico da violência contra crianças e adolescentes

  • Letalidade e perfil das vítimas: O Unicef destacou que, no último ano, 2.079 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil (uma média de seis mortes violentas por dia), afetando de forma desproporcional jovens negros do sexo masculino.

  • Maus-tratos e abusos no ambiente doméstico: Dados do Anuário de Segurança Pública de 2025 indicam mais de 38 mil registros de maus-tratos a menores em casa — mais que o dobro do período anterior — e 61 mil ocorrências de estupro ou estupro de vulnerável cometidos por agressores conhecidos da vítima.

Avaliação dos programas e lacunas estruturais

  • Enfoque das candidaturas: Foram mapeadas 178 menções à infância e adolescência. As plataformas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) focam em respostas penais e punitivas; Ronaldo Caiado (PSD) combina repressão a agressores com ações de prevenção; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta-se primordialmente a medidas preventivas; e Renan Santos (Missão) não aborda o tema de maneira explícita.

  • Ausência de recortes específicos: O levantamento criticou o tratamento da infância como um grupo uniforme, alertando para a falta de metas e estratégias voltadas especificamente a crianças negras e indígenas — grupos de maior exposição ao risco —, além da abordagem restrita sobre meninas e crianças com deficiência.



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