O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou seu plano emergencial de alívio para reduzir a geração de eletricidade e evitar sobrecargas no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Usinas impactadas e histórico de restrições
Restrição a usinas Tipo 3: O plano atingiu geradores conectados às redes das distribuidoras, incluindo pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e usinas solares e eólicas de menor porte, acompanhado de ajustes na geração centralizada sob supervisão direta do operador.
Acionamento anterior: A primeira aplicação do mecanismo em 2026 ocorreu em 7 de junho (feriado de Corpus Christi), com o corte programado de 1.000 megawatts (MW).
Regulamentação pela Aneel: O plano emergencial foi validado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025 para responder ao aumento rápido da geração solar e distribuída, que chegou a representar 37,6% da demanda nacional no Dia dos Pais daquele ano e exigiu corte de 98,5% das fontes renováveis centralizadas para evitar um apagão sistêmico.
Crescimento da geração distribuída e automação pelo Erag
Capacidade não despachável: A micro e minigeração distribuída soma aproximadamente 50 gigawatts (GW) de capacidade instalada no Brasil, criando desafios à estabilidade do SIN por não serem fontes diretamente controladas ou observadas pelo ONS.
Mecanismo automático de corte: O ONS anunciou o desenvolvimento do Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), sistema automatizado projetado para reduzir até 3 GW em três blocos de 1 GW em cenários extremos, após esgotadas as medidas operacionais convencionais.
Cronograma de testes: O projeto-piloto do Erag será realizado com uma distribuidora de energia até o término de 2026, com projeção de implantação mais ampla a partir de 2027.
Posicionamento das distribuidoras
Demanda por critérios claros: A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as empresas cumpriram as diretrizes de corte enviadas pelo ONS, mas reiterou a necessidade de procedimentos e protocolos mais detalhados para oferecer segurança operacional e jurídica aos agentes geradores.
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