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PM apreende 30 toneladas de carvão e destrói 300 fornos em Palmas de Monte Alto

Por Redação TV SDB
17/04/2026 - Atualizado às 21:32


Imagem: Foto: Cippa Lençóis

Uma operação de combate a crimes ambientais realizada pela Polícia Militar da Bahia, na última quarta-feira (15), resultou em números impressionantes: mais de 30 toneladas de carvão vegetal apreendidas e a identificação de aproximadamente 300 fornos clandestinos em pleno funcionamento na zona rural de Palmas de Monte Alto. Segundo a corporação, a ação está entre as maiores já registradas no estado.

A ofensiva foi coordenada pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis). Para vencer a dificuldade de acesso e a vasta extensão da área, a unidade utilizou drones e ferramentas de inteligência, que permitiram mapear a estrutura organizada voltada para a produção ilegal de carvão.

Crimes Ambientais e Fraudes

No local, os policiais constataram que a matéria-prima utilizada era proveniente do desmatamento irregular de espécies nativas de dois biomas vitais da região: a Caatinga e o Cerrado. Cerca de 30 metros cúbicos de madeira nativa — que ainda seriam transformados em carvão — foram localizados.

Além do dano ambiental direto, a PMBA encontrou indícios de que os responsáveis utilizavam documentação florestal fraudulenta. A estratégia servia para tentar "esquentar" a mercadoria ilegal e permitir o transporte do carvão para outras regiões como se fosse um produto legalizado.

Interrupção da Cadeia Produtiva

Mais do que apenas apreender o material ensacado, a Polícia Militar iniciou a destruição imediata dos 300 fornos. De acordo com o Comando de Policiamento Especializado (CPE), essa medida é fundamental para interromper o ciclo econômico do crime, impedindo que os infratores retomem a produção assim que as viaturas deixem o local.

Desdobramentos Jurídicos

Os responsáveis identificados na área foram conduzidos à Delegacia Territorial de Guanambi, onde o caso foi registrado. Eles devem responder por crimes contra a flora e, possivelmente, por falsidade ideológica devido às fraudes documentais encontradas.

A CIPPA/Lençóis reforçou que o policiamento na região de Guanambi continuará intensificado. A preservação dos recursos naturais é vista como prioridade, especialmente diante da pressão que o agronegócio e a produção de carvão exercem sobre os biomas locais.



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