O esporte brasileiro e mundial se despede hoje de uma de suas lendas mais resilientes. Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17), em São Paulo, aos 68 anos. O ídolo, que enfrentava um tumor cerebral desde 2011, partiu cercado por seus familiares.
Em nota oficial, a assessoria do ex-jogador destacou que seu legado "transcende o esporte e inspira gerações". Em respeito ao desejo do próprio Oscar e de seus entes queridos, a despedida será realizada de forma reservada e restrita aos familiares.
Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar descobriu o basquete aos 13 anos, em Brasília. O que começou como um incentivo de seu técnico Zezão transformou-se na carreira mais prolífica que o basquete já viu.
O Maior de Todos: Oscar detém a marca impressionante de 49.737 pontos na carreira, superando lendas como Kareem Abdul-Jabbar.
Olimpismo: Disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos (de Moscou-1980 a Atlanta-1996), sendo o cestinha histórico da competição e recordista de pontos em uma única edição (179 pontos em Seul-1988).
Mundo Interclubes: Em 1979, conquistou a Copa William Jones pelo Sírio, um dos títulos mais importantes de sua trajetória.
Reconhecimento Global: Foi nomeado um dos 50 maiores jogadores da história pela FIBA e integra o prestigiado Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter jogado na liga americana — uma escolha pessoal para continuar defendendo a Seleção Brasileira.
Após 11 temporadas brilhantes na Itália, Oscar voltou ao Brasil em 1995. Passou por grandes clubes como Corinthians, onde foi campeão brasileiro, Mackenzie, Banco Bandeirantes e, por fim, o Flamengo, onde se aposentou em 2003 e quebrou o recorde mundial de pontos.
Após as quadras, Oscar reinventou-se como palestrante motivacional, levando sua história de superação para milhares de pessoas. Em uma entrevista marcante à TV Brasil em 2022, ele demonstrou que sua garra permanecia intacta mesmo diante da doença:
“Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente. Eu adoro fazer palestra porque eu vejo os olhos das pessoas... Isso repõe tudo aquilo que eu perdi parando de jogar.”
Oscar enfrentou o tratamento contra o câncer com a mesma coragem com que encarava as defesas adversárias: sem recuar. Sua partida deixa um vazio na quadra, mas sua história garante que, enquanto houver uma bola laranja subindo ao cesto, o nome de Oscar Schmidt será lembrado.
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