O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e integrantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) devem se reunir por videoconferência com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, para renegociar o impasse tarifário entre os dois países.
Negociações bilaterais e disputa tarifária
Contestação das sobretaxas: Na ligação, Lula sustentou que as tarifas impostas pelos EUA sobre mercadorias brasileiras são prejudiciais a ambas as economias e classificou como infundadas as alegações que embasaram a medida — como questões relativas a desmatamento, propriedade intelectual, Pix, etanol, combate à corrupção e denúncias sobre trabalho forçado.
Acordo de reaproximação: Trump concordou com a importância de preservar os vínculos econômicos bilaterais e orientou sua equipe de comércio a restabelecer reuniões técnicas com as autoridades brasileiras.
Segurança pública e repressão a facções
Distinção jurídica: Lula defendeu a cooperação mútua contra o crime organizado transnacional, argumentando que, embora as facções pressionem grupos vulneráveis, elas não devem ser equiparadas a organizações terroristas.
Ações brasileiras: O chefe do Executivo destacou instrumentos adotados no país, como a Lei Antifacção, o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (em Manaus) e a asfixia patrimonial que resultou no bloqueio e apreensão de cerca de R$ 17 bilhões do crime.
Geopolítica e conflitos globais
Ucrânia e reforma multilateral: Ambos defenderam saídas diplomáticas negociadas para a guerra entre Rússia e Ucrânia. Lula cobrou maior atuação do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu a realização de uma reunião extraordinária do colegiado.
Tensões no Oriente Médio: Os mandatários também discutiram o cenário de tensão envolvendo o Irã, ocasião em que o presidente brasileiro reforçou que as grandes lideranças devem se pautar pelo encerramento de conflitos.
Rádio ao vivo