Entre janeiro e junho de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou 116.372 pedidos para a importação de produtos à base de cannabis com finalidade medicinal. O volume representa uma alta de cerca de 29% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, conforme levantamento elaborado pela empresa de saúde Cannect por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Crescimento do volume e consolidação terapêutica
Média mensal de autorizações: O ritmo de liberações em 2026 manteve uma média próxima de 20 mil concessões por mês — superando o patamar de 15 mil mensais visto no primeiro semestre do ano anterior. O pico no período ocorreu em março (23.199 pedidos), enquanto junho contabilizou 18.255 emissões.
Mudança no perfil de uso: Segundo a avaliação do setor, os dados confirmam que a cannabis terapêutica deixou de ser tratada como um recurso paliativo de exceção e se firmou como alternativa regular de manutenção para milhares de pacientes com quadros crônicos no Brasil.
Marco regulatório atualizado
Nova resolução da Anvisa: Em fevereiro de 2026, a agência publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 1.015/2026, atualizando as regras de fabricação e importação de itens derivados de cannabis para uso humano (norma que substituiu as diretrizes fixadas pela RDC 327/2019).
Vigência e orientações: A atualização entrou em vigor em 4 de maio de 2026, sendo acompanhada por guias explicativos de perguntas e respostas para sanar dúvidas técnicas de prescritores, empresas e pacientes.
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