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Mostra no Museu da Diversidade Sexual em SP resgata quatro décadas de ativismo feminista e LGBTQ+

Por Redação TV SDB
20/08/2026 - Atualizado às 15:27


Imagem: Alice Oliveira/ Divulgação

O Museu da Diversidade Sexual, localizado no centro de São Paulo, inaugurou a exposição Alice Oliveira, em homenagem aos mais de 40 anos de militância e produção visual da ativista e fotógrafa. A mostra reúne 30 imagens, além de negativos, documentos e gravações audiovisuais que registram manifestações, encontros políticos e redes de apoio dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ durante as décadas de 1980 e 1990 no Brasil e na América Latina.

Preservação da memória e acervo histórico

  • Combate a apagamentos: Com curadoria do pesquisador Pedro Vieira, a iniciativa busca preencher lacunas na memória documental sobre grupos dissidentes, resgatando a identidade das lideranças e as reivindicações que moldaram as conquistas sociais atuais.

  • Organização recente: O acervo permaneceu guardado por décadas e foi catalogado e digitalizado recentemente, visto que a própria autora não se considerava fotógrafa profissional na época dos registros.

Momentos marcantes da luta coletiva

  • Pioneirismo das Paradas: As fotografias documentam a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), sediada no Rio de Janeiro em junho de 1995. O encerramento do evento contou com uma grande caminhada na orla de Copacabana, apontada por historiadores como a primeira manifestação do orgulho no Brasil.

  • Integração latino-americana: O acervo retrata a organização do 3º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, realizado em Bertioga (SP) no fim dos anos 1980, além de encontros em El Salvador que conectaram parlamentares, acadêmicas, lideranças indígenas e quilombolas.

Atuação atual e defesa da união

Aos 70 anos, Alice Oliveira concentra seus esforços na formulação de políticas públicas voltadas para pessoas idosas LGBT+. Para enfatizar a importância da coesão nos movimentos contemporâneos, a ativista costuma citar uma lição da Cacique Pequena, líder do povo Jenipapo-Kanindé: assim como um feixe de gravetos não se rompe com facilidade ao contrário de um galho isolado, a força coletiva depende da união.



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