A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, notificou oficialmente o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, após o gestor declarar publicamente que 700 pacientes teriam morrido à espera de vagas no sistema de regulação estadual. A titular da pasta desafiou o chefe do Executivo municipal a apresentar a metodologia e os documentos que comprovem a alegação, destacando que os índices não constam em nenhum registro oficial.
Inexistência de registros: Roberta Santana apontou que os sistemas oficiais de saúde pública desmentem o volume de óbitos divulgado pelo prefeito.
Notificação formal: Por meio de ofício, a Sesab exigiu a apresentação imediata das fontes e dos relatórios comprobatórios utilizados para formular a denúncia.
Apelo por responsabilidade: A secretária declarou estar aberta a críticas construtivas para o aprimoramento do fluxo assistencial, mas repudiou o que classificou como manipulação de estatísticas para criar comoção política.
A secretária também criticou a gestão municipal pela carência de infraestrutura hospitalar própria no segundo município mais populoso do estado:
Ausência de hospital municipal: Santana ressaltou que, ao longo de mais de 20 anos de mandatos liderados por José Ronaldo, a prefeitura nunca construiu um hospital municipal, mantendo promessas de obras que não saíram do papel.
Absorção total pelo Estado: Diante da falta de leitos municipais, 100% das 17 mil internações reguladas em Feira de Santana em 2025 foram atendidas exclusivamente em unidades administradas pelo governo estadual.
Ações do Estado: Como contraponto, citou a rápida formalização e o andamento das obras do hospital oncológico viabilizado pelo governador Jerônimo Rodrigues, reforçando o compromisso estadual com a saúde da região.
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