A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente a médica Aline Candice Calor Magalhães no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A profissional, que concluiu sua graduação em São Paulo antes de se mudar para a Bahia, é investigada por suposto envolvimento em uma quadrilha especializada na confecção e no comércio ilegal de certificados acadêmicos. De acordo com os investigadores, o grupo não se limitava a vender diplomas de medicina: Falsificava diversos tipos de documentos universitários; Facilitava a admissão de novos alunos em cursos de graduação; Forjava históricos para viabilizar transferências fraudulentas para faculdades de medicina. A ofensiva policial executou três ordens de prisão e quatro mandados de busca e apreensão distribuídos em dois estados: Bahia: Luís Eduardo Magalhães e Barreiras; Minas Gerais: Montes Claros e Bocaiuva. Até o momento, os representantes jurídicos da médica não se pronunciaram. O caso começou a ser desvendado em 2023, após um alerta do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers): A suspeita: Uma mulher de 33 anos tentou obter o registro profissional para atuar na cidade gaúcha de Cacique Doble. A inconsistência: Durante a checagem, o conselho detectou que o diploma — emitido supostamente pelo Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG) — era falsificado. Desdobramento: O Cremers acionou a Polícia Federal, que aprofundou as apurações e mapeou a existência de uma rede criminosa estruturada. O inquérito segue em andamento para identificar outros participantes da organização, mapear os compradores dos documentos forjados e esclarecer todos os detalhes da fraude.Como atuava o esquema criminoso
Mandados cumpridos pela PF
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