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Sarampo: Sintomas, Transmissão, Complicações e Calendário Vacinal

Por Redação TV SDB
12/08/2026 - Atualizado às 11:22


Imagem: OMS

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por via aérea (fala, tosse, espirro ou respiração), com potencial de infecção de até 90% das pessoas não imunes próximas a um indivíduo infectado. Em 2026, o Ministério da Saúde emitiu alertas para conter o risco de reintrodução do vírus impulsionado pelo fluxo de viajantes no país.

Sintomas e Transmissão

  • Sintomas iniciais: Febre alta (acima de 38,5 °C), tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso.

  • Manchas na pele (exantema): Surgem entre 3 e 5 dias após os primeiros sintomas, iniciando-se no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se posteriormente pelo tronco e membros.

  • Período de contágio: A transmissão ocorre desde 6 dias antes até 4 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Complicações Graves

O vírus pode deixar sequelas permanentes ou levar ao óbito, afetando principalmente crianças menores de 5 anos e pessoas vulneráveis:

  • Pneumonia: Atinge cerca de 1 em cada 20 crianças infectadas e é a principal causa de morte por sarampo nessa faixa etária.

  • Otite média aguda: Ocorre em 1 a cada 10 crianças e pode provocar perda auditiva permanente.

  • Encefalite aguda: Aflige de 1 a 4 a cada mil crianças, com taxa de letalidade de 10% nos casos em que se desenvolve.

  • Mortalidade geral: Estimada em 1 a 3 mortes a cada mil crianças infectadas.

Diagnóstico e Suporte Médico

  • Diagnóstico: Realizado via avaliação clínica e confirmado por exames laboratoriais (coleta de sangue, urina e secreções da nasofaringe/orofaringe).

  • Tratamento: Não existe antiviral específico contra o sarampo. O tratamento consiste no alívio sintomático, repouso, hidratação e suporte nutricional.

  • Uso de medicamentos: O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver infecções bacterianas secundárias diagnosticadas por médico.

Esquema e Diretrizes de Vacinação

A imunização é a principal forma de prevenção. Estão disponíveis na rede pública as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e dupla viral (sarampo e rubéola, usada em bloqueios vacinais).

  • Dose Zero (6 a 11 meses): Indicada para bebês em áreas com surto ativo ou alto risco de exposição. Não substitui as doses de rotina do calendário padrão.

  • 12 meses: 1ª dose da vacina tríplice viral.

  • 15 meses: 2ª dose da vacina tetraviral.

  • 5 a 29 anos: Necessidade de comprovação de 2 doses na vida. Caso não tenha tomado, deve-se aplicar o esquema de duas doses com intervalo mínimo de 30 dias.

  • 30 a 59 anos: Necessidade de comprovação de 1 dose na vida.

  • Gestantes: A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gravidez. Mulheres não vacinadas devem receber a dose logo após o parto (no puerpério).



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