A China desponta como uma das principais forças na corrida tecnológica para aprimorar previsões do tempo por meio da inteligência artificial. Modelos desenvolvidos por institutos e empresas chinesas vêm sendo aplicados para gerar alertas mais rápidos diante de desastres naturais e tempestades severas na Ásia.
Principais sistemas: Destacam-se o Fengwu (desenvolvido pelo Laboratório de IA de Xangai), o Pangu (da Huawei) e o Fuxi (da Universidade Fudan).
IA versus supercomputadores tradicionais: Enquanto a meteorologia convencional utiliza supercomputadores para simular a física atmosférica em processos lentos, os modelos de IA analisam volumes massivos de dados históricos, gerando dados meteorológicos em uma fração do tempo com precisão equivalente ou superior em diversos parâmetros.
Aplicações na temporada de tufões: A tecnologia tem sido testada no acompanhamento de fenômenos recentes, como o tufão Dolphin, permitindo definir com maior antecedência a rota de tempestades e auxiliar na organização de evacuações e contenção de inundações.
Gargalo de intensidade: Apesar do ganho de velocidade e acerto de rotas, pesquisadores apontam que os modelos de IA ainda encontram limitações técnicas para prever com exatidão a intensidade final e o poder destrutivo das tempestades.
Principais concorrentes globais: O avanço chinês insere-se em uma disputa internacional por soluções meteorológicas de alta precisão, figurando ao lado de plataformas como:
GraphCast e GenCast (desenvolvidos pelo Google);
FourCastNet (apoiado pela Nvidia);
AIFS (sistema do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo).
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