O advogado Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência da Colômbia em cerimônia realizada em um quartel militar na cidade de Cali, sucedendo a Gustavo Petro. Eleito em 21 de junho após uma disputa acirrada decidida por menos de 1% dos votos, o novo chefe do Executivo sinalizou uma guinada política à extrema-direita, focada no encerramento das negociações de paz com guerrilhas e na restauração da ordem por meio da força estatal.
Fim dos acordos de paz: O novo presidente declarou esgotada a estratégia de diálogo mantida pela gestão anterior, afirmando que os grupos armados e narcotraficantes têm como opções a submissão à lei ou o enfrentamento direto com as forças de segurança.
Ações de combate ao crime: As diretrizes do novo governo incluem a erradicação irrestrita das lavouras de coca, o aumento dos bombardeios aéreos a acampamentos de guerrilhas — com apoio técnico dos EUA e de Israel — e a construção de complexos penitenciários de alta segurança inspirados no modelo de El Salvador.
Cooperação com os Estados Unidos: Espriella confirmou a intenção de integrar a Colômbia ao programa "Escudo das Américas", aliança internacional voltada ao combate ao narcotráfico liderada pelo governo dos Estados Unidos.
Quebra de tradição e segurança: A solenidade de posse foi transferida de Bogotá para Cali, terceira maior cidade do país e região afetada por ações de grupos armados. O evento exigiu o desdobramento de 11 mil militares e sistemas de proteção antidrones.
Medidas econômicas e ambientais: A pauta do governo prevê o congelamento de despesas públicas, a redução de impostos para faixas de maior renda e a autorização para a exploração de petróleo e gás de xisto por meio de fraturamento hidráulico (fracking).
Representação internacional: A posse contou com a presença do Rei Felipe VI da Espanha, de chefes de Estado da Argentina, Chile e Equador, e de representantes da Casa Branca. O ex-presidente Gustavo Petro optou por não participar da cerimônia.
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